Turismo
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ANTIGA ESTAÇÃO – PARADA DE SANTA CATARINA

Estrada Ferro Minas e Rio (1908-1910)

Rede Sul- Mineira (1910-1931)

Rede Mineira de Viação (1931-1965)

V.F.Centro- Oeste (1965-1966)

Olímpio Noronha

Antiga Parada de Santa Catarina

STA. Catharina

Ramal de Campanha – KM 128,274 91960) MG- 1330

HISTÓRICO DA LINHA
O ramal de Campanha foi construído pela E. F. Muzambinho em 1894, saindo de Freitas, na então Minas e Rio, e atingindo Campanha. Na mesma época, foi construído outro curto ramal, o de São Gonçalo, ligando Campanha a esta cidade. Mais tarde ambos foram unificados. Os dois foram extintos em 17/12/1966.

 

A estação foi aberta em 1908 com o nome de Santa Catarina, nome que, pelo menos até 1914, ainda permanecia, depois, chamou-se Lambari, Lambarizinho, Bias Fortes e finalmente Olímpio Noronha, cujo nome permaneceu para a cidade e para a estação ferroviária. 

O tráfego de trens permaneceu em Olímpio Noronha até 17/12/1966. 

Em 2003, a estação serviu como residência. 

Logo após servia como depósito do departamento de obras da prefeitura municipal, sendo desativado na nova gestão e iniciado o levantamento do projeto existente de restauração.

A meta da administração 2021/2024, é resgatar a história de nosso povo e transformar a antiga estação em um belo museu e centro histórico, para atrair turistas e renda para nossa cidade. 

PARÓQUIA DE SÃO SEBASTIÃO – HISTÓRIA

O arraial ainda estava em formação, quando o Padre Manuel Martinho Guedes Ruella valente Pombo, vigário da paróquia de Bom Jesus do Lambari (atual Jesuânia), conhecedor dos moradores da Parada de Santa Catarina e dos fazendeiros locais, resolveu dar início a um movimento para a construção de uma capela para o atendimento espiritual da população, então basicamente concentrada nas fazendas. 

De acordo com os registros realizados no Livro do Tombo da Capella de São Sebastião dos Campos, filial da Paroquia do Senhor Bom Jesus do Lambary, podemos reconstituir grande parte do processo da criação da referida capela, mediante transcrição de documentos e outras anotações realizadas pelo Padre Ruella. 

No dia 05 de Março de 1918, o padre Ruella escrevia aos coronéis Joaquim Gomes Nogueira, Luís Gorgulho Nogueira e ao major Francisco Antônio da Luz, informando a aprovação do bispo de Campanha quanto ao desejo de se construir a capela. 

De acordo com convite enviado a outros moradores da localidade, os assuntos a serem tratados na reunião de 11 de março de 1918, na residência do Sr. Joaquim Gomes Nogueira seriam os seguintes: alvará de aprovação do Exmo. Sr.Bispo ; patrimônio e escolha do local; planta do novo arraial; dimensões da Capela, cemitério e casa paroquial; programa das festas dos dias 19,20,21 de abril. 

Nessa reunião ficou deliberado que os senhores Luis Gorgulho Nogueira, Alfredo Alves Pereira, Rodolfo Nogueira, Francisco Antônio da Luz e Virgílio Alves Pereira recolhessem donativos entre o povo para constituir o patrimônio da capela estabelecido no valor de “um conto de réis, dinheiro contado”. Decidiu-se, ainda, que o padroeiro da capela seria São Sebastião dos Campos e que o coronel Joaquim Gomes Nogueira. 

Organizou-se, na mesma ocasião, o programa das festas. No dia 20 de maio de 1918 era celebrada a escritura de doação do patrimônio conforme a certidão transcrita em seguida no essencial. 

 Os festejos de comemoração do lançamento da pedra fundamental da capela se realizaram nos dias 31 de maio, e 1 e 2 de junho do mesmo ano. À população local coube o arrecadamento de prendas para leilões e a decoração da rua e do largo da futura capela que contava com um patrimônio inicial de “um conto de réis em dinheiro” recolhido por Luís Gorgulho Nogueira, Alfredo Alves Pereira, Rodolfo Nogueira Antônio da Luz e Virgílio Alves Pereira. 

No dia 02 de junho, ao som da Banda do Rosário e com a presença do povo de Lambari e de Águas, foram iniciados os festejos da benção do sino, da imagem de São Sebastião e colocada a pedra fundamental da capela. Em seguida foi realizada missa campal e procissão com andores, bandeirinhas e leilão “dos senhores fazendeiros”. 

A aquisição dos lotes por aforamento significava que o comprador pagava um valor, como uma espécie de jóia, responsabilizando-se a partir daí a efetuar um pagamento anual à igreja, a ser estabelecido no ato da compra.

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